PESQUISA DESK

Mais conhecida como desk research, a pesquisa de dados secundários trata-se de uma pesquisa exploratória através da coleta e uso de informações já publicadas e disponíveis. Tais informações, por vezes, foram coletadas para outros propósitos, por outras organizações. Esses dados podem ser registros internos de uma empresa (relatórios, históricos de venda, pesquisas anteriores, etc.), dados publicados em periódicos, livros, relatórios de associações ou industriais, dados do governo ou agentes reguladores, etc.  

Boa parte desse trabalho é realizada atualmente via internet. Para uma pesquisa válida e confiável, é fundamental realizar uma análise criteriosa na escolha das fontes a serem utilizadas, principalmente com relação a:  

       ●      Confiabilidade; 
      Disponibilidade;
      Relevância;
    Qualidade da informação;
      Custo.

 1-Encontre seu problema de pesquisa

Problema é apenas a nomenclatura usada para definir esta primeira etapa. Não significa que você e sua empresa estão com um “problema” nas mãos, mas sim que estão em busca de uma solução para um questionamento que se relaciona com algum aspecto de seu produto, consumidor, shopper, marca ou mercado. 

2-Defina os objetivos da pesquisa

O objetivo precisa indicar quais informações são necessárias para solucionar o problema de pesquisa. Em nosso exemplo,
poderia ser: determinar quais características e atributos os frequentadores das praias, onde vendemos nosso sorvetes, desejam encontrar nesse produto.

3-Determine a metodologia de pesquisa

A pesquisa será quantitativa, buscando dados estatísticos e numéricos? Ou qualitativa, procurando impressões e sentimentos? Usando o nosso exemplo sobre as preferências dos consumidores de sorvetes como referência, uma pesquisa quantitativa seria de muita ajuda para saber, por exemplo, quais os sabores mais desejados ou qual o preço que o consumidor está disposto a pagar pelo sorvete.

 4-Escolha o método de coleta de dados

Existem dois principais métodos de coleta: a pesquisa de dados primários (também conhecida como ad hoc) e a pesquisa de
dados secundários (também conhecida como desk research). 
Se a sua empresa precisa de dados muito precisos e atuais e/ou você quer entender o comportamento de um público específico, a pesquisa de dados primários é a mais indicada. Por outro lado, se você só precisa dos dados para servir de base para um raciocínio e/ou o seu problema é bem genérico, pode ser que uma pesquisa de dados secundários seja suficiente. 

5-Defina a amostra

É impossível entrevistar todos os frequentadores da praia. Por isso, no caso das pesquisas de dados primários, são definidas amostras de pessoas que representem o universo que se deseja pesquisar.

6-Análise dos dados e criação de relatórios

As pesquisas quantitativas permitem que sejam criados gráficos e tabelas e empregadas técnicas estatísticas para se tirar
conclusões e apresentar os resultados. Já nas pesquisas qualitativas são destacadas opiniões, impressões e conceitos, trazendo insights mais relativos a comportamentos do que tabulação dos resultados.

 Exemplo:

Fontes de dados secundários para utilizar: 

IBGE e IPEA: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o Instituto de Pesquisa Econômica aplicada são dois ótimos
exemplos de bases de dados secundários. Tanto IBGE quanto IPEA são muito usados por trazerem informações confiáveis e relevantes, direto de fontes oficiais. Ambos têm diversos estudos e materiais para download e são recomendados para quem quer buscar dados de forma ampla sobre diversos setores do país.
 

Dados.Gov: o Portal Brasileiro de Dados Abertos traz informações sobre diversos órgãos do governo para consulta. Por lá é possível consultar dados abertos de organizações como BNDES, ANAC e Anatel. Para quem quer explorar mercados tomando como referência os grandes órgãos do governo, dá para tirar bastante informação relevante.

 Redes sociais: sim, elas também estão nessa lista. As redes sociais são fonte de informações praticamente infinitas, em tempo real, e sobre praticamente qualquer assunto. Por elas é possível entender como as pessoas consomem conteúdo, como se relacionam com empresas e entre si, e muito mais. Com o devido cuidado, é possível fazer desk researches muito bem elaboradas com dados de social media.

 Bancos de teses: bancos de teses e publicações acadêmicas também são uma ótima pedida. Valorizando o árduo trabalho dos acadêmicos, é muito bom consultar teses e dissertações disponíveis gratuitamente em bancos como o da CAPES e a biblioteca digital da USP.

 Google Data Explorer: é claro que o Google ia aparecer por aqui, em algum momento, com uma ferramenta própria. A dica da vez é o Google Data Explorer, que permite buscar, analisar e visualizar (em diversos formatos) dados disponíveis sobre diversos temas, no mundo todo.

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